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21/12/2018; Publicado às 14:59

BTG Pactual Asset Management Carta Anual 2018

Prezado cliente,

Gostaríamos de agradecer pelo seu apoio contínuo. Olhando para o ano de 2018, ficamos satisfeitos com o desempenho positivo que entregamos aos nossos clientes através das nossas estratégias. Nossos fundos entregaram bons retornos em toda a América Latina e nos mercados globais, devido à nossa abordagem disciplinada de investimento e às nossas equipes altamente experientes no Brasil, Chile, Colômbia, México, EUA e no Reino Unido. Nesta carta, eu gostaria de destacar brevemente o desempenho de determinadas estratégias e oferecer alguns insights sobre a perspectiva macroeconômica para o próximo ano. Em dezembro, o BTG Pactual Asset Management foi nomeado, pelo segundo ano consecutivo, o Melhor Gestor Especialista no Brasil pela revista Exame.

Nosso business é uma parte independente, mas integrante do grupo BTG Pactual, e acreditamos que os nossos clientes se beneficiam da solidez financeira do grupo, da nossa infraestrutura robusta e da presença local na América Latina.

Estratégias Latino-americanas de Renda Variável e Renda Fixa 

Nossas estratégias líquidas da América Latina entregaram bons resultados para os clientes. Nosso fundo multimercado ”Discovery¹”, e as nossas estratégias de renda fixa no Chile e Colômbia estiveram no topo de seus segmentos, entregando retornos sólidos apesar da volatilidade nos mercados emergentes globais.

Nossas estratégias de ações no Brasil e América Latina apresentaram excelente performance, com consistente proteção frente a quedas durante os meses de movimentações negativas nos índices de mercado. Este é um resultado especialmente forte em um ano com tamanhas incertezas políticas no ambiente global e na América Latina.

Estratégias Ilíquidas

Nas estratégias ilíquidas realizamos duas transações de destaque em 2018 criando valor significativo para nossos investidores. Primeiro, nosso Timberland Investment Group executou a maior transação em termos de ativos negociados no segmento de ativos florestais nos EUA dos últimos 10 anos, Crown Pine Timber, com a avaliação total de US$ 1,6 bilhões, abrangendo 1,1 milhões de acres localizado em East Texas. Nossa área de investimento em Timber está atualmente entre os cinco maiores grupos globais.

Segundo, na nossa estratégia em Real Estate, BC Fund², nosso principal fundo imobiliário, assinou o maior acordo de ativos negociados no mercado de Real Estate no Brasil dos últimos quatro anos. A transação envolveu a aquisição e a venda de oito prédios corporativos no Rio de Janeiro e São Paulo com o valor total de 2 bilhões em reais. Este acordo define o início das mudanças no mercado brasileiro; no nosso ponto de vista, se o novo governo aprovar as reformas e as medidas fiscais antecipadamente, o segmento deve experienciar um forte crescimento.

Nossa estratégia em Infraestrutura continua entregando retornos de alta qualidade para seus investidores globais e nós acreditamos que 2019 será um ano agitado com oportunidades significativas, predominantemente no Brasil, para novas concessões e amplas privatizações.

No Chile, nós lançamos a nova estratégia para Dívida Privada Corporativa. Seguindo as mudanças em 2017 para a regulamentação dos fundos de pensão chilenas, e a falta de funding para companhias de médio-porte, nós acreditamos que existe uma oportunidade atraente para os investidores institucionais para aumento suas participações neste mercado. 

Estratégias Globais

Nosso principal hedge fund, o Global Emerging Markets Macro (‘GEMM’) foi nomeado novamente pela Eurohedge como o melhor fundo macro de 2018, sua sexta nomeação em dez anos, devido a sua performance exemplar e a qualidade de seus retornos. Em adição, nossas estratégias de volatilidade global e de juros americanos aproveitaram das oportunidades estruturais em seus respectivos mercados para fornecer retornos positivos aos seus clientes.

Em 2018, nós lançamos também a estratégia de resseguros globais, com a aquisição do time da Lutece Re em Bermudas. Construindo uma forte performance em 2018, a oportunidade de mercado em 2019 assemelha-se como uma das mais atrativas da última década, e nós buscamos aproveitar esta oportunidade para os nossos clientes.

Perspectiva Macro 2019

Após uma forte expansão no início de 2018, o crescimento global desacelerou no segundo semestre do ano, especialmente nos mercados desenvolvidos, com exceção dos EUA, e nas economias dos mercados emergentes, inclusive a China. A intensificação da guerra comercial explica parte desse movimento. O destaque do ano tem sido a economia americana que apresentou forte crescimento no PIB baseado nos estímulos fiscais e nas condições de financeiras favoráveis. Como consequência de um crescimento diferenciado, o dólar americano apreciou aproximadamente de 10% no ano de 2018. Perante o declínio da taxa de desemprego e a aceleração do crescimento salarial, o Federal Reserve (Fed) tem elevado a taxa de juros básica de forma gradual.  No entanto, a queda recente nos preços do petróleo somado com o aumento da volatilidade nos mercados de ações e crédito tem resultado em uma expectativa de taxas globais mais baixas, apesar dos sólidos fundamentos econômicos.

Para o ano de 2019, nós esperamos que a economia norte-americana desacelere de 3% para 2,2% e que o Fed leve a taxa de juros básica mais próxima do nível neutro. A combinação de um crescimento econômico enfraquecido e o aumento das taxas de inflação em 2019 poderá ser desafiador para o mercado de ações. É provável que a liquidez continue a ser uma questão por trás na normalização da política monetária. No entanto, nossas análises sugerem que grande parte da saída dos mercados emergentes já foi realizada. 

Com relação a China, apesar da trégua temporária com os EUA ser positiva, é importante destacar que a economia chinesa já estava no processo de desaceleração antes das tensões comerciais, devido ao endurecimento das condições financeiras. Adicionalmente, não acreditamos que situação seja solucionada em um breve período, e que provavelmente continuará a onerar, ao menos de forma modesta, o crescimento econômico. Nosso cenário permanece na desaceleração gradual da economia conforme a recente acomodação política tenderá a compensar parte dos riscos de queda.

Na América Latina, novos presidentes foram eleitos no Brasil, México, Chile (final de 2017) e Colômbia. No Brasil, nós esperamos um crescimento econômico acelerado de 3%, dado a conclusão as incertezas geradas pelas eleições e a melhora da perspectiva da consolidação das contas públicas, reduzindo o prêmio de risco. No México, será importante monitorar a aprovação do acordo AEUMC (novo Nafta) e a agenda econômica do novo presidente. No Chile, aguardamos uma normalização gradual da política monetária devido à aceleração econômica em 2018. Na Colômbia, o crescimento econômico moderado em conjunto com a desaceleração da taxa de inflação indica que não há necessidade de aumentar as taxas de juros no curto prazo. Por fim, em relação à Argentina, o país irá enfrentar as eleições gerais no próximo ano em que influenciará a atividade econômica devido à falta de visibilidade.

Acreditamos que estamos bem posicionados para navegar as oportunidades e os desafios que vemos à frente. Em nome do BTG Pactual Asset Management, gostaria de lhe agradecer por sua confiança contínua e desejar a você e sua família um feliz e saudável 2019.

Atenciosamente,

Steve Jacobs

CEO, BTG Pactual Asset Management


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